Mania Food Truck invade Brasil e cria novo ambiente de lazer
Comum nos Estados Unidos, a comida em caminhões implanta uma nova cultura aos costumes brasileiros,
muda hábitos e ainda provoca o intercâmbio entre as culturas americana e brasileira.
Disposição do pátio gastronômico da Casa Verde, menor que o popular Butantã Food Park Hall de entrada do estacionamento no Butantã Food Pak onde os caminhões posicionam-se Copo grande de coxinhas com  sabores sortidos do famoso Truck  “Só Coxinhas” Sucos de laranja e melancia feitos somente de fruta, sem agua,  pelo Pitango Caminhão da Doritos que mistura  comida mexicana com seu saboroso salgadinho Stand, que compete  espaço com os caminhões, especializado em tortas de maçã Van de sorvetes e <em>milkshakes</em> refrescavam o paladar dos frequentadores em baixo do sol Mesas com os novos ombrelones do local que geraram mais conforto aos visitantes
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O movimento americano de comidas na rua invadiu São Paulo, os Food Trucks são a nova moda gastronômica da capital paulista. Teve início em julho deste ano quando uma lei municipal foi sancionada, regularizando a venda dos alimentos. O que visava regulamentar carros de hot-dogs e pipoqueiros, virou oportunidade de negócio.

O que foi uma iniciativa dos idealizadores dos projetos “Feirinha Gastronômica” e “Chefes de Rua”, ganhou proporções enormes atualmente, o evento de comidas ao ar livre atrai um grande público. No  bairro do Butantã, por exemplo, abriga o primeiro “park”, como ficou conhecido o estacionamento onde caminhões fazem suas paradas. Contando com 1400 m²  reúne 25 expositores entre eles carros como do popular “Só Coxinhas” e tendas de comidas típicas brasileira como o “Acarajé da Barra”.

A universitária Ana Paula Ferreira, 20, frequenta o Butantã Food Park desde sua inauguração e comenta a grande variedade de pratos que se encontra no local, “existe o lado da americanização , de food truck americano  mesmo, de hamburguer, bacon etc. Mas por outro lado tem muita coisa orgânica,  a gente come coisas muito mais saudável, do que no “fast-food” do lado da minha casa".

O estacionamento original, onde abriga hoje essa grande praça de alimentação a céu aberto, era antigamente um local muito degradado. Em declaração o idealizador do projeto no bairro, Maurício Schuartz,  diz que o evento foi uma tentativa de atrair público que passa pela localização e melhorias ao bairro.

Atualmente o Park ganhou ombrelones (mesas com guardas sol), que deu um charme a mais para o local e agradou em muito os frequentadores, que agora podem degustar de suas variedades gastronômicas em baixo de uma sombra.

O projeto tem feito com que diversas marcas do mercado alimentício invistam em seus próprios carros. A marca Seara, inaugurou seu caminhão itinerante social em setembro, colocando em disposição comidas grátis em troca de “curtidas” no Facebook.
Produtos como presunto, linguiças, salsichas estão em destaque em diversos tipos de comida, como cachorro quente e sanduíches. Os pequenos caminhões já estiveram em bairros da zona oeste, agora as regiões sul e norte terão suas edições.

A popularidade do evento reflete o gosto da população por novos tipos de comidas, mas para aqueles que preferem comidas típicas brasileiras, como coxinha, churros e até mesmo sorvetes o acontecimento é um prato feito.
Acho essa uma ideia muito inovadora, um espaço assim não se vê com frequência em São Paulo, aqui comi desses sorvetes mexicanos (paletas) e coxinhas" declarou Pedro Castro, estudante de cursinho que foi pela primeira vez no Park do Butantã.
Segundo a Associação Paulista de Comidas, existem mais de 80 carros com comida dentro, explorando a novidade. Os comerciantes arrecadam de 9 a 12 mil em apenas um final de semana, com o crescimento o projeto deve rodar as 32 subprefeituras em busca de novos clientes e locais para sediar eventos.

Através da ideia de sócios da Agência de Publicidade Recriativi, foi criado o primeiro guia de localização em São Paulo, um guia que ajuda os usuários a localizarem as cozinhas ambulantes espalhados pelo Brasil, o food truck nas ruas.
A ideia foi fácil de ser concretizada, pois a comunicação, visualização e criação do site foi elaborada pela própria agência de publicidade. Com isso, em um mês havia cerca de 200 cadastros de pessoas interessadas nas informações. O usuário pode verificar quais caminhões estão em sua cidade, e as informações básicas de cada um.

No portal estão disponíveis as informações de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Paraná, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Caso não encontre algum, pode enviar um e-mail através do formulário disponível na internet, onde deve conter o nome, local e endereços de algumas vans, para que a agência disponibilize e faça a divulgação deste, caso uma empresa tenha um veículo, também, poderá divulgar em seu portal online.

Sonora

FoodTrucks: Mistura de elogios e críticas na cidade paulista
O desejo de consumir logo a novidade fez com que em pouco tempo foi criado o aplicativo Mobile, disponível para Android e IOS. Já foram mais de 5 mil downloads na Google Play. É uma ferramenta indispensável para ficar atento onde estão os caminhões mais famosos e os novos eventos que pipocam a cada semana. O Food Park Butantã também ganhou espaço em mídias populares sobre gastronomia local, contendo explicações de uma maneira mais simples com uma pequena descrição e ainda mais fotos do evento. Este consegue repassar nas imagens, todo o conteúdo que vem conquistando o grande público.

O assunto adquiriu tanta popularidade que gerou uma certa discussão discussão de como o mercado dos trucks estão evoluindo em São Paulo. Levanta-se a questão dos gastos e a exposição que as comidas ganharam. Os alimentos nos food trucks tem um preço inflacionado, hambúrgueres custam cerca de R$ 25,00, porções de churros, pizzas e hot dogs não saem por menos de R$ 10,00. Mesmo com opções de comidas mais em conta para o bolso do consumidor, o gasto nos restaurantes sobre rodas é alto. Levar uma família composta por dois adultos e duas crianças podem gastar em média R$ 120,00 em um único dia. Leva-se  em conta também o valor do aluguel do espaço fornecido, que chega até R$ 2.500,00 por um fim de semana.

Para Rolando Vanucci, empresário e dono de uma rede de comidas, o Food Truck acabou virando modismo, o que fez com que as empresas acabassem esquecendo dos preços, fazendo com que as empresas tenham seus caminhões estacionados em bairros nobres das cidades, esquecendo assim de lugares mais distantes destes.

Mauricio Schwartz, empresário e criador das áreas privadas rebate, informando que o mercado de food trucks é estimulado com a possibilidade de estacionar em um local fixo como um movimento garantido e compara os preços altos, com os artistas de ruas “Os Gemeos”, que não podem ser vistos como artistas pequenos, só porque eles pertencem as ruas.

O movimento deve ser tonar ainda mais popular com a chegada do verão brasileiro. Os espaços além de garantir vasta variedade alimentícia, pode oferecer um momento de lazer e comunicação entre as pessoas, principalmente jovens. Sendo um bom local para reunir os amigos, namorar ou apenas conhecer o novo “point” da cidade.

Expediente

Angela Varela - RA: 5982610
Glaize Novaes - RA: 6038190
Pamella Scramin - RA: 5795712
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